Claro que o Estado deve intervir na economia, ele é o único que nunca perde. Se há uma DÍVIDA-HISTÓRICA no Brasil, ela é caracterizada pela falta de retorno dos impostos para o cidadão comum.

O cidadão comum é aquele que, fora do Estado, luta para sobreviver. Quando consegue fugir do ladrão, já tem o sentimento de alívio, porém do ESTADO OPRESSOR ninguém escapa. Impostos são pagos JÁ NA AQUISIÇÃO de matéria-prima ou produto a ser comercializado, ou seja, para o Estado não importa se o comerciante vai vender seu produto imediatamente ou vai demorar a sair do estoque [o tempo do estoque é inversamente proporcional ao lucro] ou se vai ser vendido rapidamente. Quando esse for vendido, mais uma vez o Estado vai tomar outra parcela. Ou seja, o Estado está numa relação GANHA-GANHA, e por isso que qualquer propaganda de AUMENTO DE ARRECADAÇÃO não significa EFICIENTE GESTÃO, mas EFICIENTE COBRANÇA.

O Estado cobra da indústria, do transporte e da comercialização, e pior que isso, COBRA DO CONSUMIDOR FINAL.

Quando os únicos bons cargos e salários estão no Estado [ além da estabilidade financeira mesmo sem produtividade ] e há um controle de toda a produção de riquezas, temos a certeza de que o modelo de Estado é o ESTADO SOCIALISTA.

Portanto, o Estado não pode se omitir da pobreza que ele mesmo criou e responder pela DÍVIDA-HISTÓRICA mas já provou que essa concentração de renda no Estado é prejudicial ao desenvolvimento do país e de que não há possibilidade de controlar a corrupção endêmica e sistêmica no Estado, a saída é UM NOVO PACTO FEDERATIVO.

Cleber Mendes